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segunda-feira, 3 de abril de 2017

MEC acaba com Ciência sem Fronteiras para graduação no exterior

Agora o programa atenderá apenas cursos de pós-graduação como mestrado, doutorado e pós-doutorado.

Eram 35 mil bolsistas de graduação a um custo médio no exterior de R$ 100 mil por ano. (Foto: Reprodução)
O Ministério da Educação (MEC) encerrou o programa Ciência Sem Fronteiras (CSF) na modalidade de cursos para graduação. Criado pelo governo de Dilma Rousseff, o programa pagava bolsas de estudo no exterior. Agora o programa atenderá, apenas, cursos de pós­-graduação, como mestrado, doutorado, pós-­doutorado e atração de jovens cientistas.
O MEC aponta ter feito uma avaliação criteriosa da modalidade graduação do programa e chegou à conclusão de que era alto o custo para manter os alunos estudando fora do país. Só em 2015, o ministério destinou R$ 3,7 bilhões para manter o CSF, mesmo valor investido na merenda escolar de 39 milhões de alunos da educação básica no país.
Eram 35 mil bolsistas de graduação a um custo médio no exterior de R$ 100 mil por ano, enquanto o custo anual da merenda escolar, por aluno, é de R$ 94. Em nota, o MEC afirma que o CSF para graduação encerrou com o último edital de 2014, ainda no governo Dilma, mas há bolsistas remanescentes deste edital no exterior e visitantes no Brasil. O número chega a 4 mil.
“A atual gestão encontrou o programa com dívidas elevadas. Estudantes estavam no exterior sem recursos. A primeira e imediata providência da atual gestão foi garantir recursos financeiros para honrar os compromissos assumidos com os bolsistas no exterior, a fim de não prejudicá­los”, diz o ministério em nota.
O MEC aponta que a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) mantém editais para bolsas de pós­graduação e pós­doutorado e estágio sênior no exterior. Em 2017, foram dadas cerca de 5 mil bolsas nestas categorias.

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